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FURTO DE BAGAGEM

DATA: 15/12/2008

ORIGEM: VENEZA - ITALIA

DESTINO: SÃO PAULO - BRASIL


VÔO: IB 6821


Saímos da Itália, pelo aeroporto de Veneza no dia 15/12/2008. Nossos

problemas já começaram no check-in. Estávamos de mudança para o

Brasil, e mandamos nossas coisas por via marítima. Entretanto

resolvemos carregar conosco, por via aérea como bagagem acompanhada,

nossos pertences de maior valor econômico ou sentimental, para evitar

ou reduzir o risco de perda ou extravio.


Estávamos com todas as bagagens dentro dos limites de peso e volume,

pois as fizemos somente após prévia consulta à Companhia Ibéria,

quanto às suas exigências para despacho. Não foi fácil acomodar as

coisas, diante dos limites que nos impuseram, mas fizemos a nossa

parte.


No momento do embarque, despachamos 08 malas grandes e mais 4 malas de

mão, pois a Ibéria havia decidido que não se poderia embarcar com

bagagem de mão, obrigando todos os passageiros a despachá-las, mesmo

que estivesse dentro do limite de peso e volume. Vi pessoas sendo

constrangidas nessa hora. Não importava a pessoa nem a bagagem. Fosse

quem fosse, de mulher grávida à pessoas idosas; de pessoas deficientes

à pessoas obesas; de crianças a adultos; quase que em uma verdadeira

caçada às malas de mão, os responsáveis pela Ibéria foram

implacavelmente encontrando problemas em TODAS as bagagens de todos os

passageiros, sem exceção. Vi o check-in de dezenas de pessoas antes de

mim, e TODOS tiveram problemas com a "nova" norma da companhia e com a

estupidez com que a funcionária encarregada de aplicar essas normas,

estava tratando as pessoas.


Vi malas feitas de pano, tipo sacolas, serem obrigadas ao despacho

pelo fato de não "entrarem facilmente" no gabarito que servia para

medi-las. Foi a maior estupidez que ouvi. A funcionária disse à

senhora de idade que portava aquela sacola, que só poderia embarcar a

sacola se ela entrasse como uma "luva" dentro do gabarito. Não

considerou que a sacola era flexível e muito, muito, muito inferior ao

volume daquele gabarito. Isso era visível, mas mesmo assim a pobre

senhora teve de despachar a sacola. Durante o vôo fiquei sabendo que

na sacola haviam remédios que a pobre senhora precisava, mas que já

não poderia mais tomar, até que o vôo chegasse ao Brasil.


Vendo tanta confusão se acumulando lá na frente do chek-in, acreditei

que comigo seria da mesma forma. Me senti no holocausto indo para a

câmara de gás de onde não escaparia com um tratamento urbano, pois a

encarregada de "examinar" as bagagens de mão não tinha a cultura para

lidar com seres humanos. Mas mesmo assim fui tentando me relaxar para

enfrentar tanto o conflito como o estresse, duas situações difíceis

mas naquele cenário, não inesperadas. Respirei e enfrentei.


Na minha hora, como de praxe, tive minhas bagagens de mão

"desapropriadas temporariamente", e obrigadas a serem despachadas. Eu

o fiz, e rezei para que chegassem e que chegando, estivessem inteiras.

Pena que não ocorreu isso. Muita coisa chegou quebrada.


As bagagens que eu já havia preparado para o transporte como bagagem

acompanhada, foram bem protegidas, todas trancadas com cadeados, com

fitas identificadoras de propriedade, ao menos uns 10 adesivos

escritos nosso número telefônico, e ainda TOTALMENTE revestidas por

filme plástico de alta resistência, e que pela transparência permitiam

a leitura de todas as etiquetas que eu havia escrito e colado por

todos os lados de cada mala.


No final do check-in, recebi 12 tickets, pelas 12 bagagens que

embarquei, 8 que eu previa e mais 4 que fui obrigado.


Partimos no horário, mas não com destino ao Brasil. Tivemos que fazer

conexão de Madrid, para depois seguir para o Brasil. Nessa conexão

vimos e ouvimos de tantos e tantos outros passageiros, as lamentações

por não estarem com suas respectivas bagagens. Uns por motivo de

saúde, outros por motivo de alimentos, outros por conforto (já que

ninguém ficou tirando fraldas, absorventes e cueiros de suas bagagens

de mão, para depois despacha-las). No estresse do check-in, e diante

do tratamento nazista que estava sendo dispensado aos passageiros,

muitos esqueceram de pegar até mesmo uma blusa ou agasalho adicional

ou da criança... foi um horror.


Depois de muito atraso em Madrid, quase 3 horas de atraso na conexão,

entramos no avião para vir ao Brasil. Não preciso dizer o tratamento

que tivemos a bordo, né? Acho que todo leitor já imagina o horror.

Horror do aperto entre as poltronas, o horror do avião velho, o horror

da comida servida a bordo, o horror do tratamento com descaso

oferecido pela tripulação, o horror da higiene dos banheiros, o horror

do cheiro interno da aeronave, enfim, horrores e mais horrores. Mas eu

não reclamo, pois pelo menos não passamos pelo horror de uma queda!

Parece humor negro, mas é assim mesmo que você pensa quando está

dentro de um avião depois de passar por todos os horrores de um mau

tratamento da companhia. Você fica rezando para o avião não cair, pois

parece que a viagem recebeu a famosa e temida "catiça".


Eu tive problema nos joelhos. Isso aconteceu por dois motivos. O

primeiro é que as poltronas, tão aproximadas umas das outras, quequeles que tem uma estatura superior a 1,80 m passam a sofrer com

suas pernas, pois não têm onde colocá-las ou esticá-las. Segundo que,

pelo motivo da falta de espaço, meu joelho ficou meio que para fora do

limite da poltrona, e por 04 vezes, os brutos funcionários da

companhia, empurrando aqueles famigerados carrinhos dentro do avião,

abateram meu joelho com força e estupidez. Ainda estou com seqüelas

daquelas pancadas pouco gentis. Digo ainda, que nem mesmo um pedido de

desculpas pela estupidez, eu recebi.


Chegando ao Brasil, desembarcamos e nos dirigimos para as esteiras de

bagagem. Estava um caos. Eram duas esteiras emendadas e centenas de

pessoas de vários vôos, como formigas em um formigueiro, tentando

pegar suas respectivas bagagens. As bagagens caíam das esteiras,

ninguém as recolhia, ficou uma bagunça.


Passada uma meia hora na espera, algumas bagagens do nosso vôo

começaram a aparecer. Também apareceram funcionários da Ibéria,

separando algumas bagagens em um canto da sala de esteiras. Eu fiquei

curioso e fui perguntar o porquê, pois vi que estavam sendo separadas

e que não seriam recolocadas nas esteiras, trazendo aí o risco de uma

pessoa não localizar sua bagagem. Fiquei estupefato com a resposta. O

funcionário me disse que aquelas eram cerca de 180 malas que haviam

sido perdidas de um vôo que havia chegado uns 4 dias antes.


Eu falei, --- O quê??? Um vôo de 4 dias atrás e só agora as bagagens chegam?


Ele me disse que estava normal aquilo, e que se desse sorte, TODAS as

bagagens viriam, dizendo que a companhia estava sofrendo algumas

sabotagens em razão de não ter feito acordos salariais com seus

funcionários.


Disse que em Madrid boa parte da Companhia Ibéria estava fazendo

greve, e que alguém estava desviando as bagagens, mas que estava

ocorrendo furto também, pois muitas bagagens não apareciam mais.


Nessa hora mentalizei que isso não acontecesse com nossas bagagens,

mas infelizmente as probabilidades não nos poupou, e três (03) de

nossas 12 bagagens não apareceram. Foram perdidas, furtadas,

extraviadas, deterioradas, ou sei lá o quê, mas o fato é que não

apareceram.


Aconteceu com o Sr. Assis, que a sua bagagem foi trocada. Outra pessoa

pegou sua mala, e ele pegou a da outra pessoa. A bagunça era tanta,

que algumas boas dezenas de bagagens não apareceram, dentre elas,

algumas nossas.


Para piorar o fato, ainda algumas malas que chegaram, chegaram

quebradas pelos mal tratos aeroportuários. Os prejuízos nesse caso,

ficam estimados no valor da mala, mas e quando a própria mala não

aparece?


Ficamos na fila de reclamações de bagagens por mais de 02 horas, de

tanta gente e de tanto problema que eles tinham. Registramos nossa

perda e nossa indignação, e fomos para a casa da família, sem muitas

das coisas valiosas que havíamos colocado naquelas malas.


Depois de quase 01 (uma) semana, a Ibéria apareceu na nossa casa com

02 (duas) das 03 (três) malas. Casualmente, a mais valiosa delas não

apareceu!

Isso se deu no dia 15 de dezembro de 2008 e até agora, 12 de fevereiro

de 2009 não temos uma resposta da companhia. Cada hora que ligamos

para lá, somos mal atendidos e não nos dão uma solução.


A mala que nos furtaram, sim, nos furtaram, era a mais valiosa para

nós sob todos os aspectos. Nela possuíamos bens de alto valor que

estimo em cerca de 03 (três) mil euros, e o pior, mais de 10 (dez) mil

fotos da nossa família, tiradas nos mais de 60 mil km de estradas, em

viagens de férias com as crianças, que fizemos nos 02 anos que

permanecemos na Itália. Eram fotos das crianças na França, na Suíça,

na Áustria, na Slovênia, na Croácia e na Itália. Perdemos tudo

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